terça-feira, 25 de julho de 2017

Agência do Trabalho oferece 434 vagas nesta quarta (26)


TV Jornal

Nesta quarta-feira (26), a Agência do Trabalho de Pernambuco está com 434 vagas de emprego disponíveis. Podem se candidatar, profissionais de todos os níveis de escolaridade, sem experiência e pessoas com deficiência. Os salários variam entre R$ 937 e R$ 2 mil, e as vagas estão distribuídas em diversas regiões de Pernambuco.

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Confira a lista completa de vagas


Juiz do DF suspende aumento de imposto sobre combustíveis no País

Luiz afirma ainda que a elevação das contribuições deveria ter sido feita por lei, e não por decreto
Foto: Agência Brasil/Arquivo

Folhapress

O juiz substituto Renato Borelli, da 20ª Vara Federal do DF, suspendeu nesta terça-feira (25) o aumento de tributos sobre os combustíveis anunciado pelo governo na semana passada. A decisão vale para todo o País. Cabe recurso.

Em decisão provisória (liminar), o juiz suspendeu os efeitos do decreto que determinou o aumento de PIS/Cofins sobre gasolina e etanol.

O magistrado cita, entre outras ilegalidades, o não cumprimento da "noventena", prazo de 90 dias entre a edição da norma e sua entrada em vigor.

"Observo que a suspensão dos efeitos do mencionado Decreto tem como consequência o imediato retorno dos preços dos combustíveis, praticados antes da edição da norma", diz o juiz.

Em sua decisão, Borelli afirma ainda que a elevação das contribuições deveria ter sido feita por lei, e não por decreto.

"Não se nega, aqui, a necessidade de o Estado arrecadar recursos financeiros para sustentar suas atividades", diz o juiz. "Contudo, o poder de tributar do Estado não é absoluto, pois a própria Constituição Federal impõe limites por meio dos princípios constitucionais tributários."

"A ilegalidade, é patente, pois o decreto nº 9.101, de 20 de julho de 2017, ao mesmo tempo em que agride o princípio da legalidade tributária, vai de encontro ao princípio da anterioridade nonagesimal."

Segundo o juiz, "está clara a lesividade do ato". "É óbvio que o Estado precisa de receitas para desenvolver as atividades relacionadas ao bem comum da coletividade. Porém, para desempenhar tal atividade o Estado deve respeitar e ficar atento aos preceitos relacionados aos Direitos Fundamentais inseridos no texto constitucional", diz o magistrado.

A decisão se deu em uma ação popular ajuizada por Carlos Alexandre Klomfahs.
Na quinta-feira passada (20), ao anunciar o aumento de impostos, o presidente Michel Temer disse que seu governo não será "arauto do catastrofismo", que é necessário demonstrar otimismo e que sua gestão trata "com seriedade o dinheiro do pagador de impostos".

O presidente resistia ao aumento de tributos, mas acabou cedendo porque, com a crise política, não foi possível aprovar a reforma da Previdência ou medidas que trariam mais receitas extraordinárias, como o programa de refinanciamento de dívidas de empresas com a Receita.

O governo também congelou mais R$ 5,9 bilhões em despesas, aprofundando o arrocho na máquina pública e pondo em risco a continuidade de serviços no próximo mês.

IMPACTO NA INFLAÇÃO

A elevação das alíquotas de PIS/Cofins sobre combustíveis deve adicionar entre 0,5 ponto e 0,6 ponto percentual à inflação 2017, de acordo com economistas.

A gasolina responderá por quase a totalidade dessa alta, em especial pelo seu peso no IPCA.

Dessa forma, a alta dos tributos neste ano afasta a hipótese de a inflação encerrar 2017 abaixo do piso fixado para a meta, de 3%, como já sinalizavam algumas previsões.

Na segunda-feira, economistas consultados pelo Banco Central no Boletim Focus elevaram as projeções para a inflação neste ano. As estimativas agora indicam que o IPCA vai encerrar o ano a 3,33%, ante 3,29% na sondagem anterior.

Charge do Gabriel Renner - Zero Hora


Dois professores são presos em flagrante por pedofilia em Pernambuco

Diário de Pernambuco

A Polícia Federal cumpriu nesta terça-feira em Pernambuco dois mandados de busca e apreensão que resultaram em duas prisões em flagrante durante Operação Glasnost, que combate a exploração sexual de crianças e o compartilhamento de pornografia infantil na internet em Pernambuco e mais 13 estados brasileiros.

No computador apreendido nas casa dos suspeitos, dois professores que acabaram presos, foram encontrados material pornográfico infantil. As buscas foram feitas em Ouricuri e no Alto do Mandú, no Recife. Os trabalhos foram realizados por oito policiais federais distribuídos em duas equipes. Os nomes dos presos não serão divulgadas. A PF teme provocar revolta na população.

No Recife, o preso é um professor de 39 anos. Ele admitiu ter sido usuário do site russo onde acessava não só material pornográfico infantil como também outro tipo de pornografia. O material pornográfico-infantil foi encontrado em um pen drive, mas também foram apreendidos na casa dele um notebook, dois discos de armazenamento de dados e um aparelho celular que passarão por perícia telemática para identificar todos os arquivos armazenados. De acordo com as investigações, o preso não mantinha relação sexual e nem molestava crianças, mas cometeu o crime de armazenar conteúdo pornográfico infantil. Após autuação em flagrante, ele deverá pagar fiança no valor de cinco salários mínimos, ou R$ 4.685, fazer exame de corpo de delito no Instituto de Medicina Legal (IML) e em seguida será liberado para responder processo em liberdade. 

Em Ouricuri, foi preso o professor de 35 anos. Na casa dele foi encontrado material pornográfico-infantil armazenado em um disco rígido e também três discos de armazenamento de dados e um aparelho celular que também passarão por perícia. Também foi encontrado na residência do suspeito uma identidade de uma criança falsificada. O flagrante está em andamento e será arbitrada o valor da fiança. caso o valor seja pago, o suspeito será liberado para responder processo em liberdade. Caso contrário, será encaminhado para o presídio de Salgueiro. Não ficou comprovado se o preso mantinha relação sexual ou molestava crianças.

Ambos foram indiciados pelo crime contido no Estatuto da Criança e do Adolescente (Artigo 241-B da Lei 8.069/90) por possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente. A pena é de um a quatro anos de prisão. Caso seja comprovado que as imagens e vídeos foram compartilhados, a pena passa a ser de três a seis anos de reclusão.

Brasil - Até por volta das 10h30, trinta pessoas haviam sido presas na Operação Glasnost, que investiga crimes de pedofilia na internet. Em entrevista coletiva, o delegado da Polícia Federal (PF) Flávio Augusto Palma Setti disse, que entre os presos da estão pais que abusavam das próprias filhas, familiares ou pessoas do convívio dos menores, um homem de 80 anos, professores, médicos, estudantes, e até funcionários públicos, do poder Executivo, que usavam computadores públicos pra compartilhar o conteúdo criminoso.

Ao menos 15 vítimas já foram identificadas, conforme a PF, mas o número pode ser ainda maior depois que a polícia fizer o balanço final das ações de hoje. O delegado afirmou ainda que o número de abusadores também pode ir além dos que constam na investigação da Operação Glasnost, nome em referência ao termo russo que significa 'transparência'. Ele afirmou que, considerando as duas fases, é uma ação de grande repercussão da PF sobre o tipo de crime. "Há repercussão em vários estados, cerca de duas centenas de alvos e presas mais de 60 pessoas entre a primeira e segunda fase (da Glasnost)", afirmou.
Reincidentes
Chamou a atenção da polícia, em um dos casos investigados, a prisão de uma mulher. De acordo com a PF, ela e demais familiares e outras pessoas do convívio familiar praticavam os crimes contra menores. A PF também destacou a considerável quantidade de pessoas que já foram presas mais de uma vez pelo mesmo crime, inclusive em meio às duas etapas da investigação. "Houve casos de pessoas que tiveram a terceira prisão pelo mesmo crime", afirmou o delegado Flávio Augusto Palma Setti.

O delegado também ressaltou que a Polícia Federal seguirá com a investigação, já que o órgão tem que cumprir o seu papel, de identificar o que está acontecendo e prender os responsáveis. Ele destacou que são vários os servidores usados para o crime na internet, em vários países. Além do servidor russo, que desencadeou a Operação Glasnost, a PF afirma que segue monitorando "dia a dia e buscando identificar os responsáveis".

As investigações foram iniciadas em 2010, com a prisão de um suspeito que citou um site russo que era utilizado como uma espécie de "ponto de encontro" de pedófilos do mundo todo". A primeira fase da Glasnost ocorreu três anos depois, em novembro.

Ações em 14 estados
Na segunda fase, realizada hoje, cerca de 350 agentes federais foram às ruas para cumprir 77 ordens judiciais em 51 municípios de 14 estados brasileiros. De acordo com a Polícia Federal, do total de mandados judiciais, 72 são de busca e apreensão, três de prisão preventiva e dois de condução coercitiva, quando a pessoa é levada à força para depor. Os estados onde ocorreram as buscas são: Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Ceará, Pernambuco, Bahia, Maranhão, Piauí, Pará e Sergipe.

Antes desta etapa, a PF cumpriu ainda medidas urgentes nas cidades de Osasco (SP), Presidente Prudente (SP), Porto Alegre (RS), Vila Velha (ES), Jundiaí (SP), Praia Grande (SP), Campo Grande (MS) e Cachoeira do Itapemirim (ES). As ações foram possíveis por conta da identificação de casos concretos de abusos sexuais contra crianças.

Com informações do Correio Braziliense

Lupércio sob pressão da Câmara de Olinda

Ulysses Gadêlha
Folha-PE

Exauriu-se na última segunda-feira (24) o prazo dado pelo presidente da Câmara Municipal de Olinda, Jorge Federal (PR), para o prefeito Lupércio (SD) apresentar nova prestação de contas do Carnaval de 2017. Acusando o gestor de falta de transparência, o vereador estuda entrar com ação no TCE-PE, no Ministério Público de Contas ou trabalhar pela instauração de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) a fim de apurar possíveis irregularidades. 

O secretário de Cultura, Gilberto Sobral, por outro lado, alega que a prefeitura está dentro da legalidade, mas que atenderá aos pedidos da Câmara, “em respeito ao papel de fiscalização dos vereadores”.

Segundo o parlamentar, o prefeito não cumpre os prazos determinados pela Lei Municipal 5306/2001, que obriga o gestor a apresentar um relatório 30 dias após a realização do Carnaval. “A prefeitura angariou R$ 7 milhões de patrocinadores e R$ 2 milhões foram postos dos cofres públicos. Só que quando isso se junta, torna-se tudo orçamento público e o prefeito precisa dar conta de todos os gastos”, disse. 

O secretário Gilberto Sobral, contudo, afirma que os vereadores devem apenas fiscalizar. “Não cabe aprovar ou desaprovar. Quem faz isso é o Tribunal de Contas”, explica o secretário. Hoje, a prefeitura enviará à Câmara um relatório contábil com todos os empenhos liquidados até o dia 18 de junho. “Estamos quase finalizando todos os pagamentos”, justificou o secretário municipal.

Morre criança vítima de desabamento de imóvel em Paulista

Criança ficou soterrada nos escombros após o desabamento e precisou ser retirada pelos bombeiros
Divulgação/Corpo de Bombeiros

JC Online

O menino Mateus Gilberto Ivo do Nascimento, de 8 anos, vítima do desabamento de um imóvel na madrugada desta terça-feira (25), em Maranguape II, Paulista, faleceu após chegar no Hospital Miguel Arraes para ser atendido. Mateus é uma das três vítimas que ficou soterrada nos escombros após o acidente com a laje superior da construção, onde funcionava uma padaria e era a residência da família.

Além de Mateus, o pai e a mãe dele também ficaram feridos no desabamento e ainda estão internados no Hospital Miguel Arraes. A família se encontrava no primeiro andar quando a laje cedeu. Os Bombeiros realizaram a retirada das vítimas, e durante o socorro, Mateus teve uma parada cardíaca mas foi reanimado e deixado no hospital com vida. Não há informações sobre enterro.

Dia do Motorista é marcado por blitz educativa e ação gratuita de saúde no Grande Recife

Pegádio da Rota dos Coqueiros, na Praia do Paiva 
Foto: Divulgação / Rota dos Coqueiros

G1 PE

esta terça-feira (25), é comemorado o Dia do Motorista e do Motociclista. Para marcar a data, blitzes educativas serão realizadas em estradas no Grande Recife para orientar os condutores profissionais sobre segurança no trânsito. Eles também contarão com serviços gratuitos de saúde.

As ações serão realizadas pelas concessionárias Rota do Atlântico e Rota dos Coqueiros. A primeira administra a via expressa de acesso a Suape e ao Litoral Sul do Estado. A segunda cuida do sistema viário da Reserva do Paiva, no Cabo de Santo Agostinho.

O projeto Cidadania na Pista, da Rota do Atlântico, ocorrerá no quilômetro 37 da PE-09, sentido Sul, das 8h ao meio-dia. Técnicos orientarão os motoristas sobre dos perigos de dirigir sob o efeito de bebidas alcóolicas. A iniciativa também vai abordar punições previstas e como prevenir acidentes.

Além da sensibilização e entrega do material informativo distribuído pelo Batalhão de Trânsito (BPRv), está prevista a realização de testes de glicose, aferição de pressão arterial e massagem.

A concessionária Rota do Atlântico é responsável pela administração da PE-09 do trecho que tem início na BR-101 Sul, na altura do Hospital Dom Helder Câmara, no município do Cabo de Santo Agostinho, e segue até a PE-38, no distrito de Nossa Senhora do Ó, em Ipojuca.

A Rota dos Coqueiros oferecerá serviços de calibração de pneus, cristalização de para-brisas e checagem automotiva rápida para os veículos que estiverem no local, em parceria com a Automóvel Expresso. Para chamar a atenção dos motoristas sobre a importância do uso do farol aceso nas rodovias haverá a distribuição de um material educativo sobre o tema.

A blitz educativa terá a parceria da Secretaria de Saúde de Jaboatão dos Guararapes, com disponibilização das vacinas contra Hepatite B e Tétano, bem como aferição de pressão e medição do nível de glicose no sangue.

A Concessionária Rota dos Coqueiros é responsável pela operação e manutenção da PE-24 e Ponte Arquiteto Wilson Campos Junior, também conhecido como sistema viário do Paiva.

Brecha na Ficha Limpa pode beneficiar Lula em 2018

Felipe Bachtold
Folha de S.Paulo 

Se for condenado em segunda instância nocaso do tríplex de Guarujá (SP), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode recorrer a cortes superiores para garantir sua candidatura na eleição do próximo ano.

A Lei da Ficha Limpa impede que candidatos condenados por órgão colegiados (formados por grupos) sejam candidatos, mas um de seus artigos deixa uma abertura.

Ele estabelece que os tribunais superiores, a pedido dos réus, podem suspender a inelegibilidade de candidatos já condenados na Justiça. Seria uma espécie de liminar concedida em meio à campanha.

Lula foi condenado no último dia 12 por Sergio Moro a 9,5 anos de prisão por corrupção e lavagem e recorre em liberdade. O caso irá para a segunda instância, o TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região, com sede em Porto Alegre.

Se o TRF ratificar a decisão de Moro, o ex-presidente ficaria barrado da eleição de 2018.

Em um cenário em que a confirmação da sentença saia antes do prazo de registro de candidatura, em agosto do próximo ano, a defesa de Lula poderia reivindicar ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) que garanta a ele o direito de concorrer.

Especialistas afirmam que esse artigo, o 26-C, foi incluído adicionado na Lei 64/1990, para evitar que uma decisão ainda passível de modificações produzisse um dano irreversível a um candidato, ao excluí-lo da eleição.

Esse dispositivo, porém, traz uma consequência adicional de peso para o caso criminal: ele precisaria ser julgado com prioridade no STJ, à frente de outros casos pendentes há mais tempo.

O procurador regional eleitoral Luiz Carlos dos Santos Gonçalves, de São Paulo, prevê que o dispositivo seja "muito decisivo" para a situação de Lula no próximo ano.

"Em caso de condenação, o assunto vai ser resolvido entre o TRF da 4ª Região e um relator no Superior Tribunal de Justiça."

Um dos idealizadores da Ficha Limpa, Márlon Reis, ex-juiz e hoje advogado, afirma que o uso do artigo é "raríssimo" porque o réu corre um risco ao reivindicá-lo: embora eventualmente garanta a candidatura, pode ter uma decisão final antecipada sobre seu caso criminal, já que o trâmite terá prioridade.

"Com essa liminar, ele [réu] atrai para si uma velocidade que nenhum advogado de um condenado quer. É um preço alto demais a pagar para participar de uma campanha", diz.

Gonçalves discorda e diz que provavelmente não haveria tempo, antes da eleição e eventual posse, para um julgamento definitivo do processo criminal. Com a posse, o presidente ganha imunidade temporária em processos não relacionados ao mandato.

O dispositivo acabou entrando na Lei da Ficha Limpa durante as negociações para a aprovação da lei pelos congressistas, em 2010.

"Tivemos a cautela de estabelecer uma série de elementos que não tornassem a liminar [de suspensão da decisão colegiada] desejável", afirma Márlon Reis.

Em 2014, o vereador do Rio César Maia (DEM), então candidato a senador, conseguiu no STJ um efeito suspensivo contra sua inelegibilidade que tinha sido provocada por decisão que o condenou no Tribunal de Justiça do Rio em um caso de improbidade administrativa -diferentemente do processo de Lula, não envolvia a esfera criminal.

SORTEIO

Por envolver uma acusação criminal, esse tipo de recurso não passaria pelo Tribunal Superior Eleitoral, mas sim pelo STJ ou eventualmente o Supremo Tribunal Federal.

O procurador Gonçalves vê um ponto adicional: a decisão de declarar ou não a suspensão da inelegibilidade, e consequentemente autorizar a candidatura, caberia inicialmente a um único ministro do STJ, o que aumenta o tom de incerteza sobre o assunto. O juiz seria escolhido por sorteio.

"Se fosse um órgão colegiado do Superior Tribunal de Justiça, a responsabilidade ficaria diluída."

Não haveria tempo, diz o procurador, para a questão chegar a ser discutida no Supremo antes da eleição.

"Não é um artigo decorativo [da lei]. Ele vem sendo utilizado. Então, poderia ser usado no caso do ex-presidente", diz Diogo Rais, pesquisador de direito eleitoral e professor da Universidade Mackenzie, em São Paulo.

Ele também vê o dispositivo como uma das principais alternativas à defesa de Lula.

Se a condenação no TRF sair após o registro da candidatura do ex-presidente, ele pode ser alvo de um recurso por "inelegibilidade superveniente" e, em caso de vitória nas urnas, não receber o diploma de eleito.

Paulo Câmara: “Meu candidato é Sileno” - Renata Bezerra de Melo


Não faz muito tempo que o governador Paulo Câmara foi à mesa com o prefeito de Paulista, Júnior Matuto. Conversaram ainda em junho, na mesma semana em que o juiz da 12ª Zona Eleitoral, Leonardo Asfora, determinou a perda dos mandatos do prefeito e do vice, Jorge Carreiro, sob alegação de abuso de poder econômico no pleito de 2016. Ali, Câmara já deixava claro que seu candidato na eleição interna do PSB-PE era Sileno Guedes. De lá para cá, o governador não mudou de posição. À coluna, Câmara reafirma o seguinte: “Meu candidato é Sileno Guedes”. Até o momento, ele não tem reunião agendada com Matuto para tratar do tema. Por enquanto, o movimento que defende o nome de Matuto para uma disputa com Sileno ainda é silencioso. “Tem deputado, tem prefeito, tem tudo. Mas quero ter uma conversa com esse povo, porque uma coisa é dizer que vota em mim. Outra é eu dizer: `Vamos montar um time pra botar candidatura na mesa para o governador`. Aí não quero passar por mentiroso”, pondera o prefeito. 

E arremata: “O discurso deles é um só: ´Tu estás tendo a coragem que ninguém tem`”. 

Matuto realça que, no último diálogo que teve com o governador, “ninguém tava ainda conversando sobre candidatura de partido”. O prefeito afirma ter guardado uma mensagem do chefe do Executivo estadual: “´A única coisa que ele me disse é que, se Sileno quer ser candidato a deputado estadual, não pode ser presidente do partido´”. Até sexta-feira, Matuto espera já ter ido à mesa com deputados estaduais que estão lhe procurando e garante estar “atendendo uma convocação de seguimentos do partido”. 

Tadeu desconhece outra discussão

Vice-presidente estadual do PSB, o deputado federal Tadeu Alencar, sobre a eleição interna, adianta: “O nosso candidato, do governador e de Geraldo Júlio é Sileno. Eu não conheço nada diferente disso. Até onde sei, o script é esse. Comigo, outra discussão não foi aberta internamente”.

Guardião : A Lei nº 6001/2017 sancionada, ontem, em Olinda, pelo prefeito Professor Lupércio, determina que as agências bancárias públicas e privadas e também as cooperativas de crédito ficam obrigadas a contratar vigilância armada, diuturnamente, perfazendo as 24 horas do dia. O projeto é de autoria do presidente da Câmara, Jorge Federal

Contratos 1 : Sobre questionamentos feitos pelo TCE, que tiveram relação com a Operação Comunheiro II, citados em nota da coluna no sábado, o ex-prefeito de Moreno, Adilson Gomes Filho, registra: “No relatório de auditoria do TCE, foram apontados alguns problemas de infraestrutura nas cozinhas e controle de recebimento dos gêneros pelas merendeiras”. 

Contratos 2 : No processo cautelar, segundo ele, “foi recomendado apenas a repactuação de preços de alguns itens do contrato da empresa KF, mas, em nenhum momento, foi determinado cancelamento do processo”. E acrescenta: “Apresentamos a defesa e as empresas também. Tais itens apontados foram glosados das notas fiscais e, durante minha gestão, não foram pagos”. 

Contratos 3 : Por fim, ele grifa: “Nunca recebemos nada estragado. Não houve recebimento de comida podre em Moreno, nunca ocorreu no meu mandato”. Em coletiva ontem, os investigadores informaram que uma medida cautelar proibiu as dez empresas investigadas por lavagem de dinheiro e crimes licitatórios e que atuam nos ramos alimentício, de material de escritório e de prestação de serviços de contratar com o Poder Público.

Agência do Trabalho oferece 460 vagas para esta terça (25)

TV Jornal

A Agência Estadual do Trabalho de Pernambuco está oferecendo 460 vagas de emprego para esta terça-feira (25). Podem se candidatar profissionais de todos os níveis de escolaridade, sem experiência e pessoas com deficiência. As vagas são distribuídas para diversas regiões do Estado.

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segunda-feira, 24 de julho de 2017

Investigadas por vender comida podre em PE são proibidas de participar de licitações

Izaías Novaes (delegado do DECASP) fala sobre a Operação Comunheiro II

Foto: Ed Machado
Folha de Pernambuco

Uma empresa que fornecia carne com prazo de validade vencido a hospitais e escolas públicas de Pernambuco é o alvo principal da Operação Comunheiro II, deflagrada na última sexta-feira (21) pela Polícia Civil de Pernambuco. Ao todo, nove companhias que atuam nos ramos alimentícios, de material de escritório e de prestação de serviços são investigadas por lavagem de dinheiro e crimes licitatórios. Em coletiva de imprensa, os investigadores informaram que teve Medida Cautelar aceita pela Justiça proibindo as nove empresas de contratar com o Poder Público. 

O delegado Izaias Novares alertou para a existência de vinte caixas de carne estragada fornecidas pela WJR Comercial e que podem estar em qualquer lugar e pediu atenção a gestores públicos para que verifiquem todo o material recebido. 

Além dela, também estão envolvidas no esquema a Comercial Ribeiro e Santos; Onix Comércio e Representações; F. Araújo Distribuidora; Comercial Américo - Produtos Alimentícios, Higiene e Variedades; Martins e Andrade; WJR Comercial; Neomax Comércio e Serviços LTDA.; Mega Fácil Empreendimentos LTDA; Nutrinor; Pride Comércio e Papelaria e Embalagens. 

Segundo a Polícia Civil, além de fornecer carne com prazo de validade vencido a hospitais e escolas públicas de todo o Estado, "do litoral ao Sertão", as empresas funcionavam tipo "guarda-chuva", atendendo a todo tipo de serviço. 

Sete presos
A Operação Comunheiro II culminou na prisão de sete pessoas. Foram expedidos oito mandados de prisão preventiva ou temporária. Desses, sete foram cumpridos. Também foram realizados 26 mandados de busca e apreensão domiciliar e outros 12 de condução coercitiva. 

Entre os alvos para prisão temporária e buscas domiciliares estão Antônio Carlos Barreto, mais conhecido por Tota Barreto; Danilo Ribeiro dos Santos Ribas; Reinaldo Felix Campos Uchoa Cavalcanti, ou "Macarrão"; Reginaldo de Almeida Barros Junior (Regis); José Florêncio da Silva, ou "Pelé"; Vital José Moreira Neto; Itamar Carlos da Silva; Bruno Santa Rosa; e Marcos Bacelar de Andrade, o Marquinhos. Todos eles são investigados por crime licitatório, lavagem de dinheiro e organização criminosa. 

O "Regis" e José Florêncio da Silva são da WJR, que tem contratos de R$ 38 milhões e é a empresa responsável pelo fornecimento de 20 caixas de carne podre. A empresa é de São Lourenço da Mata.

Danilo Ribeiro dos Santos Ribas está foragido. Ele é sócio da Onix e colocou os pais idosos como sócios da empresa sem que eles soubessem.

Também estão envolvidas no esquema três ex-servidoras da Comissão de Licitação da Câmara de Carpina, na Zona da Mata. São elas: Rúbia Correia de Souza, Karina Alves de Lima e Teresa Cristina Cavalcanti de Arruda. Elas também estão sendo investigadas por crime licitatório, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Rúbia, de acordo com a Polícia Civil, é pessoa de confiança de Tota Barreto e já foi presa.

Charge do Miguel - Jornal do Commercio


Muitos queriam fim do governo Dilma e não da corrupção, diz procurador

Agora que Temer conseguiu com liberação de verbas, cargos e perdão de dívidas ganhar apoio do Congresso, o seu partido deseja acabar com as investigações', afirma

Agência Estado

Em mensagem publicada em sua rede social, o procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, da força-tarefa da Operação Lava Jato, afirmou nesta segunda-feira, 24, que 'o próximo passo do PMDB' parece ser acabar com a investigação. 

Carlos Lima reagiu à entrevista do vice-presidente da Câmara dos Deputados e substituto imediato de Rodrigo Maia (DEM-RJ), o deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG), ao jornal O Estado de S. Paulo na qual o parlamentar defendeu um "prazo de validade" para a Lava Jato.

O procurador afirmou que "as investigações vão continuar por todo o País".

"Acabar com a Lava Jato. Esse parece ser o próximo passo do PMDB. Infelizmente muitas pessoas que apoiavam a investigação só queriam o fim do governo Dilma e não o fim da corrupção. Agora que Temer conseguiu com liberação de verbas, cargos e perdão de dívidas ganhar apoio do Congresso, o seu partido deseja acabar com as investigações. Mas, mesmo com todas as articulações do governo e de seus aliados, as investigações vão continuar por todo País", escreveu.

Na entrevista, Fabio Ramalho afirmou que "o Brasil não vai aguentar isso para o resto da vida". "Ela (Lava Jato) não pode ser indeterminada. Ela já fez o seu trabalho", disse o deputado.

"Defendo a Lava Jato, mas tem de ter prazo de término. O Brasil não vai aguentar isso o resto da vida. Além da corrupção, tem de se avançar na desburocratização do País, na segurança jurídica do País, nas reformas."

Questionado sobre qual seria o prazo para a Lava Jato terminar, o deputado declarou. "Determina um tempo: seis meses."

História sobre as águas de Pernambuco

Olinda e Recife eram constantemente ameaçados e foram invadidos por corsários antes desses fortes terem sido construídos. Então, o Picão foi muito importante na defesa do EstadoFoto: Coleção de Jaques Ribemboim/cortesia

Renata Coutinho
Folha-PE

Apagado da paisagem, resgatado pela História. Ícone de brasões, mas perdido pela tradição. Esses são alguns paradoxos que cercam um dos principais símbolos pernambucanos, o Forte do Picão. O litoral recifense, que se orgulha de muitas das suas edificações, acabou desmerecendo em nome do progresso, no início do século 20, esta que foi uma das mais importantes construções de proteção da cidade. Rememorar o papel de destaque desta fortificação foi o tema central de um estudo do pesquisador da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) Jacques Ribemboim. O material, que virou o livro “Um forte sobre as águas”, será lançado nesta segunda-feira, às 17h, no Porto Ferreiro.
“Nas origens, este forte junto com o de São Jorge - onde hoje fica a Igreja do Pilar- foram os defensores de Pernambuco contra piratas, corsários, nações inimigas e invasores em geral. Olinda, que era uma vila, e o povoado do Recife, eram constantemente ameaçados e, inclusive, foram invadidos por corsários ingleses em 1595 antes desses fortes terem sido construídos. Então, o Picão foi muito importante na defesa de Pernambuco”, comentou Jacques Ribemboim.

O pesquisador destacou que, à época da construção, que data da primeira metade dos anos 1600, a edificação foi a solução encontrada pelos portugueses para a proteção do território. Localizado bem na entrada do porto, em cima dos arrecifes e cercado por pedras pontiagudas, antes de Picão, foi inaugurado com o nome de São Jorge. Tomado pelos holandeses, em 1630, passou a se chamar Castelo do Mar e, depois da expulsão dos estrangeiros, ganhou o nome de Forte da Lagem.

Apenas no século 19 é que passou a denominação de Picão. “Ao que tudo indica o nome era por conta das pedras semissubmersas que ficavam ao lado dele e que cortavam e picavam cascos dos navios. Por isso, na maré baixa, era muito perigosas para embarcações”, explicou.

A construção foi naquele tempo motivo de orgulho e identidade do Estado. Estampava os primeiros mapas, fotografias, cartões postais e filme feitos em Pernambuco. Sua importância também foi destacada na confecção do brasão do Estado, em 1895. Apesar de enaltecido, o Forte do Picão sucumbiu em 1910. Depois de quase 300 anos salvaguardando o litoral da Capital, foi demolido durante as obras de modernização do porto do Recife. Mesmo no chão, a fortificação também estampa o brasão do Recife, criado 20 anos depois.

O pesquisador narrou que, em 1930, se fez um concurso para o desenho do brasão da Cidade. A disputa foi vencida por Baltazar da Câmara e Mario Melo, que resgataram o farol na imagem. Não se sabe ao certo o que motivou a dupla, mas o pesquisador tem algumas hipóteses. “Talvez pela estima ao patrimônio do Estado, eles tenham colocado propositadamente para se perpetuar a imagem do forte. Ou quem sabe com o intuíto de um dia motivar alguém a reerguê-lo”, especulou.

Certa é a sensação de espanto que Jacques Ribemboim exprime no livro diante da destruição de um bem cultural tão importante. “Chama muita atenção que o forte foi destruído, apesar de sua importância histórica para Pernambuco. É difícil se encontrar uma nação, um estado que derruba monumentos que estão nas bandeiras e nas armas. Nós fizemos isso”, lamentou.

Agência do Trabalho oferece 539 vagas para esta segunda (24)


TV Jornal

A Agência Estadual do Trabalho de Pernambuco está oferecendo 539 vagas de emprego para esta segunda-feira (24). Podem se candidatar profissionais de todos os níveis de escolaridade, sem experiência e pessoas com deficiência. As vagas são distribuídas para diversas regiões do Estado.

Clique aqui para verificar o telefone e o endereço de uma Agência do Trabalho mais próxima da sua localidade.
Confira lista completa aqui:


Kombi de transporte complementar é atacada e passageira baleada

TV Jornal

Um ataque a uma Kombi, que faz o transporte complementar no município de Paulista, no Grande Recife, terminou com duas pessoas feridas, na tarde deste domingo (23), na PE-22. De acordo com testemunhas, por volta das 16h30, dois homens se aproximaram do veículo e efetuaram vários disparos.

O alvo seria o motorista da Kombi, que levou quatro tiros, dois no peito e dois no tórax. Durante o tiroteio, um dos disparos atingiu a cabeça de uma passageira. 

Mesmo baleado, o motorista conseguiu dirigir até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Jardim Paulista. A passageira foi socorrida e passa por cuidados médicos. O motorista, que não teve a identidade divulgada, foi encaminhado para o Hospital da Restauração, no Derby, região central do Recife.
Investigação

Policiais estão na unidade de saúde fazendo a ouvida de testemunhas. De acordo com elas, o motorista teria brigado com um cobrador e o motivo seria a desavença entre os dois.

domingo, 23 de julho de 2017

Com força eleitoral, membros da Lava Jato despontam como 'nova elite política'

Sérgio Moro venceria Lula em eventual segundo turno, de acordo com DataFolha; Dallagnol se tornaria senador pelo Paraná
Foto: Fotos Públicas

JC Online

Oficialmente não há nenhum nome posto dos membros da Operação Lava Jato na disputa para 2018. No entanto, as sondagens eleitorais começam a testar candidaturas como a do juiz federal Sérgio Moro, que comanda processos na primeira instância força-tarefa. Na última pesquisa Datafolha, ele, apesar de não ter partido político, em eventual segundo turno, seria o único a superar Lula numericamente, com empate técnico: 42% a 40%.

A um ano das eleições, nomes ligados às investigações são projetados como candidatos em potencial. Cientistas políticos avaliam esse grupo como uma “nova elite política”. A leitura é que das entranhas da Lava Jato nasceu essa ala que se coloca em oposição à política tradicional, com matrizes ideológicas ligadas a esquerda e a direita e marcadas pelas práticas doa conchavos, do clientelismo e do compadrios.

O cientista político Elton Gomes, professor da Faculdade Damas, no entanto, faz ressalvas quanto à atuação política desse grupo. Segundo ele, a equipe vai muito além do cumprimento da lei. Ele observa que a posição de “salvadores da pátria” e da cruzada armada contra os políticos tradicionais pode gerar componente explosivo para a democracia.

“Eles têm uma agenda e uma ideia de como deveria ser a política no Brasil e eles querem concretizar o ideal através de ações policiais”, explica. Na análise, o professor procura ir além da crítica ou do elogio à Lava Jato, ele lança luz sobre o estado de operação policial permanente. Segundo Gomes, nenhuma democracia é capaz de prosperar nesse terreno.

Já o professor Adriano Gianturco, de Ciências Políticas do Ibmec, avalia o movimento com naturalidade. Para ele, é saudável à democracia o fortalecimento da categoria. "A política é exatamente isso. Uma esfera de poder em que os mais diversos grupos da sociedade tentam fazer pressão", explica.

As 10 medidas contra a corrupção, campanha encabeçada pelos procuradores da República, são exemplo da força que o grupo exerce na sociedade. 

Neste lastro, nomes como o do procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava-Jato, começam a ganhar densidade. O Paraná Pesquisas incluiu o nome dele ao Senado daquele estado. Pelo levantamento, o procurador seria eleito com 29,6% dos votos. Dallagnol tem rodado o País fazendo palestras e participações em igrejas. Nos cultos, ele leva sua palavra sobre o combate à corrupção.

O professor de Direito Constitucional do Ibmec, de Minas Gerais, Vladimir Feijó argumenta que o traço negativo desse movimento é o fato do grupo ligado à Lava Jato atuar de forma “messiânica”.

“Eles agem como se estivessem salvando o País e purificando da corrupção que existe na política. Como se toda ela fosse só corrupção. Quando na verdade, política é a tomada de decisão em prol da sociedade. Ela em si não é corrupta. O que está em análise são as ações de pessoas corruptas e não a política como um todo”, afirma.

Feijó observa ainda algo crucial nesse processo. Para se filiar a algum partido político, os procuradores ou juízes precisam abandonar a carreira, não somente pedir licença. “A Constituição estabelece garantias para eles, mas determina que a lei orgânica também estabeleça um conjunto de deveres e dentro deles a lei, que está abaixo da Constituição proíbe a candidatura político-partidária”, explica.
A BUSCA POR ÉTICA

Professor de Direito Eleitoral, Rogério Sanches, observa que, em meio às denúncias de corrupção, vai se destacar o político com perfil de gestor e honestidade ilibada. E, nesse espectro, se encaixam os perfis dessa “nova elite política”.

Para corroborar a análise, o professor explica as intenções do eleitorado brasileiro das últimas décadas. Ele lembra que, após a ditadura militar, a busca era por alguém que simbolizasse a renovação. Nesse lastro, elegeu-se o Fernando Collor, eleito com o ar da modernidade.

Em seguida, com a hiperinflação corroendo o bolso dos brasileiros, a procura era pelo nome que devolvesse a estabilidade econômica. Escolheu-se Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Lula veio sobre a esperança de se investir no social e equilibrar as desigualdades sociais do Brasil. Agora, com todos os ideais naufragados por denúncias de corrupção, a ética política pauta a escolha no próximo ano.

Sanches, entretanto, faz um alerta sobre a importância de diferenciar as competências. “É importante estabelecer que um grande promotor não vai ser, necessariamente, um grande administrador. Não se pode confundir as coisas”, avalia Sanches. “Não gosto de partir da premissa de que um grande nome de um poder será a salvação da pátria. Não nego que possa sê-lo, mas não acho que devemos fazer essa relação. Temos vários casos de ex-integrantes do Ministério Público e do poder Judiciário que hoje em dia administram governos de maneira extremamente questionável”, pontua.

Expectativa de poder ajudar a turbinar Partido Democratas

Rodrigo Maia, do DEM: destino do País está nas mãos dele caso aceite um dos pedidos de impeachment contra Temer
Foto:Alex Ferreira/Câmara Federal

Franco Benites
JC Online

Era setembro de 2010 e o presidente Lula (PT), ao participar de um comício da então candidata à presidência da República Dilma Rousseff (PT) declarou que era preciso “extirpar o DEM (Partido Democratas)” da política brasileira. Sete anos depois, Lula foi condenado em primeira instância a nove anos e seis meses de prisão, Dilma se elegeu, mas saiu do poder após sofrer impeachment, e o DEM dá sinais de que pode se fortalecer enquanto partido político - objetivo que persegue desde que abandonou a denominação PFL (Partido da Frente Liberal) em março de 2007.

Um dos fatores que contribuem para o fortalecimento do DEM é a expectativa do poder que ronda o partido desde que Rodrigo Maia (DEM-RJ) assumiu a presidência da Câmara Federal. Com a corda no pescoço do presidente Michel Temer (PMDB) cada vez mais apertada e a possibilidade do democrata assumir o comando do País, ainda que por apenas um mês, a sigla passou a ser vista como uma opção interessante de filiação inclusive por gente que já fez parte dela nos tempos de PFL.

“A possibilidade de Rodrigo Maia tornar-se presidente abriu essa janela. Os políticos brasileiros têm um instinto de sobrevivência apuradíssimo e estão vendo a possibilidade de se realinharem no antigo PFL. Para muitos, que por sobrevivência foram para outros partidos, o momento é propício para que voltem ao seu partido de nascimento”, atesta o cientista político Gilbergue Santos, da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB).




Esse momento favorável é a saída do PT do poder. Enquanto Lula e Dilma comandaram o País, o PFL/DEM não conseguiu se firmar como partido de oposição. Muitos de seus filiados, alguns históricos, deixaram a sigla para ingressar no PSB, tradicionalmente ligado à esquerda, ou no PSD, de perfil mais centrista. Poucos queriam fazer parte de um partido que vinha minguando.

O pernambucano Mendonça Filho foi um dos que permaneceram no DEM e por pouco ele não viu o capital eleitoral ruir. Na eleição para prefeito do Recife em 2012, ficou em quarto lugar com 2,25% dos voto e foi um dos últimos na lista dos deputados federais eleitos em 2014. No Congresso, foi um dos articuladores do impeachment e tornou-se ministro da Educação da gestão Temer.

“Amargamos um período difícil e muito duro. Chegou a ser sentenciada a morte do DEM, mas felizmente o presságio do presidente Lula não aconteceu. A gente chegou a ter 21 deputados depois de termos uma bancada de mais de 100 parlamentares”, declara Mendonça.

Para ele, as dificuldades ficaram no passado. “Hoje a gente tem 31 deputados e a perspectiva de abrigar pelos menos dez do PSB. Podemos a chegar a 50 parlamentares no total”, comenta, reforçando que valeu a pena seguir no DEM. “Quem tem coerência e posicionamento em política colhe frutos”, afirma.

O ministro afirma que o DEM, dentro da estratégia de recuperação nacional e local, seguirá nas críticas do que classifica como lulo-petismo. “Estamos em um bom caminho com uma visão renovada, centrista e liberal-democrática, que é muito contemporânea com a realidade da população”, diz.
VISIBILIDADE NO ESTADO

A visibilidade do ministério da Educação pode pavimentar o caminho para uma disputa majoritária em 2018, mas Mendonça Filho diz que não é hora para tratar de eleições. O democrata, que fez parte da gestão Paulo Câmara (PSB) até 2016, é tratado como rival na gestão estadual porque, para governistas, ele usa o cargo para ganhar pontos eleitoralmente - a mesma avaliação é feita em relação ao ministro Bruno Araújo (PSDB), que comanda a pasta das Cidades.

Mendonça evita entrar em polêmica e diz que tem apenas trabalhado normalmente. Nos bastidores, no entanto, é dada como certa a entrada dele na disputa. O que não se sabe é se ele disputará o Senado ou o governo estadual e o futuro depende das negociações com o PSDB e também com o PTB do senador Armando Monteiro.

Na avaliação do cientista político Adriano Oliveira, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o atual momento do DEM ajuda o ministro a se tornar um candidato competitivo. Porém, ele ressalta que, se de um lado, a reeleição a deputado está garantida, do outro, Mendonça terá desafios como majoritário.

“Não podemos descartar a força da gestão Paulo e do PSB ou do lulismo, em particular no interior”, diz Adriano. Ele lembra que pesquisas feitas no Estado indicam Lula (PT) como um grande cabo eleitoral.

Para Adriano Oliveira, a situação do DEM na Bahia é melhor do que a do partido em Pernambuco. “ACM Neto (prefeito de Salvador) é bem avaliado e é mais provável que o DEM obtenha mais cadeiras na Assembleia e na Câmara lá do que aqui. Mendonça faz um excelente trabalho, tem a estrutura federal, mas não tem estrutura de poder no Estado”, avalia.

Fora Mendonça, o quadro de destaque do DEM no Estado é a deputada estadual Priscila Krause, candidata derrotada à prefeitura do Recife em 2016. Ela fala que uma série de “felizes coincidências” ajudam a sigla ressurgir. “Houve um movimento de encontro do partido com a sociedade ainda que não seja de uma forma explícita e declarada. Se você fizer algumas perguntas à população, as respostas irão coincidir com que o DEM prega em sua existência”, defende a democrata.

A culpa é da imprensa

Hélio Schwartsman
Folha de S.Paulo

Especialmente quando estão em apuros, políticos recorrem a supostos complôs entre a mídia e elites com interesse na manutenção do "statu quo" para explicar suas dificuldades e até o surgimento de denúncias contra sua administração. O subtexto aqui é o de que os meios de comunicação não hesitam em utilizar sua capacidade de influir para instilar as preferências ideológicas de seus controladores no restante da população.

É uma ideia verossímil, mas será que é verdadeira? Na era do "big data", dá para testar a hipótese, e foi isso que Matthew Gentzkow (Stanford) e Jesse Shapiro (Brown) fizeram num estudo de 2010. Em primeiro lugar, eles foram a uma base de 433 jornais dos EUA, que respondiam por 74% da circulação total. Em seguida, analisaram os textos noticiosos dessas publicações e os classificaram segundo um "index" ideológico baseado na frequência de expressões mais usadas por democratas ou republicanos. Por exemplo, republicanos quase sempre se referem a um tributo sobre sucessões como "death tax" (imposto sobre a morte) enquanto democratas preferem usar "estate tax" (imposto sobre patrimônio).

De posse dessa classificação, tentaram identificar fatores que faziam com que alguns jornais tendessem mais à esquerda e outros mais à direita. E o que eles descobriram é que as preferências políticas dos leitores da área onde o jornal circulava explicavam muito melhor a linha editorial da publicação do que as inclinações partidárias de seus donos e diretores.

Não é que os proprietários nunca puxem a brasa para a sua sardinha, mas que tendem a fazê-lo em situações específicas e sem contrariar sistematicamente as preferências do leitorado. Faz sentido, já que a meta das empresas é ganhar dinheiro.

Se esses achados podem ser extrapolados para outros mercados, há mais perigo em a mídia atuar como uma caixa de ressonância do público do que como uma quinta-coluna.

Charge do Paixão - Gazeta do Povo


Minha Casa Minha Vida já admite desistência de comprador

Para rescindir contrato,mutuário deve entregar imóvel nas condições em que recebeu, pois ele será destinado a outra família
Foto: Divulgação

Marina Barbosa
Folha-PE

Os brasileiros que compraram um imóvel através do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) agora podem desistir do contrato, cancelando o financiamento. A chamada rescisão contratual por desistência foi autorizada por portaria do Ministério das Cidades, mas pede algumas contrapartidas. Entre elas, o compromisso do beneficiário de deixar os encargos da casa em dia, quitar as despesas da rescisão e entregar o imóvel nas mesmas condições em que recebeu para que ele possa ser destinado a outra família. 

Especialista em direito imobiliário da Martorelli Advogados, Maria Eduarda da Fonte lembrou que, antes da portaria publicada nesta semana, o beneficiário não tinha a possibilidade de solicitar a anulação do contrato. Afinal, o programa habitacional só previa rompimentos contratuais impostos pelo agente financiador, no caso, a Caixa Econômica Federal (CEF). “Estavam previstas rescisões por descumprimento contratual, ocupação irregular, inadimplência e desvio de finalidade com práticas comerciais. Mas a portaria nº 488 mudou expressamente a portaria nº 606 de 2016, dando autonomia para o beneficiário sair do contrato caso tenha vontade”, esclareceu Maria Eduarda, lembrando que, para valer, essa desistência precisa ser formalizada junto à instituição financeira que fez o contrato. 

Ela frisou, por sua vez, que essa liberdade tem um ônus. É que, pelas novas regras, o usuário que solicitar o distrato não poderá ser contemplado com outra unidade habitacional do MCMV. “Mesmo assim, ter essa possibilidade é interessante, porque hoje há muita irregularidade dentro do programa. Beneficiários que não podem continuar com o contrato, por exemplo, acabam fazendo vendas ilegais e com o nome negativado”, ponderou o vice-presidente da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH), Wilson Rascovit, dizendo que a alta inadimplência registrada no programa nos últimos meses pode ter levado à alteração das regras. 

O Ministério das Cidades não revelou a motivação das mudanças. Mas, em nota, acrescentou que os contratos do MCMV também podem ser rescindidos quando a moradia for invadida após a assinatura do contrato, em casos de ruptura familiar em função de violência doméstica ou ainda em casos de medidas de proteção à testemunha. 

E os titulares dos contratos rompidos dentro destas situações têm o direito de financiar outra unidade habitacional. Eles ainda podem deduzir do novo contrato os valores e o prazo das prestações mensais já pagas. 

Na portaria n° 488, o ministério ainda mantém a possibilidade de o contrato ser rompido pelo banco caso os beneficiários não cumpram com os requisitos do MCMV. Pode haver distrato, por exemplo, quando as parcelas mensais deixam de ser pagas, o imóvel é ocupado de forma irregular ou passa a ser usado para uma finalidade distinta da habitacional.

“Opção do governo é transferir para o cidadão a conta de seus erros”, diz Lamachia

OAB

O presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, voltou a criticar o governo federal pela decisão do presidente da República, Michel Temer, de promover aumento das alíquotas de PIS/Cofins sobre combustíveis. O reflexo da medida já foi sentido pela população, que viu os preços dos combustíveis saltarem de um dia para o outro. Lamachia afirmou que o governo transfere para o cidadão a conta de seus erros de gestão e que a alta terá impactos em todo o sistema produtivo sacrificando toda a sociedade. Segundo o presidente da Ordem, o aumento de impostos é “inaceitável”.

“O inaceitável aumento da carga tributária explicita a opção do governo de, mais uma vez, transferir para o cidadão a conta dos erros cometidos da condução da máquina pública”, disse Lamachia. “A carga tributária no país já é desproporcional às contrapartidas recebidas pelos pagadores de impostos. Essa nova e equivocada medida, que incide sobre os combustíveis, atrapalha todo o sistema produtivo. Para tentar salvar o governo, não é possível sacrificar a sociedade", acrescentou o presidente da OAB.

Ao comentar a decisão de Temer, Lamachia voltou a contextualizar a medida diante das agressivas liberações de verbas feitas pelo governo a deputados comprometidos em absolver o presidente da República da denúncia que foi apreciada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. A denúncia ainda será votada no Plenário da Casa.

“Milhões são gastos para liberar emendas para deputados na tentativa de conseguir votos para barrar a denúncia contra o presidente da República. Ao mesmo tempo, pessoas investigadas por corrupção continuam ocupando cargos públicos, o que indica falta de prudência com a gestão. Ao invés de profissionalizar a gestão do Estado e usar com eficiência os recursos já arrecadados, o governo opta por impor aos brasileiros que paguem a fatura da gestão”, declarou Lamachia.

As peças se movem

Bernardo Mello Franco
Folha de São Paulo

O Brasil ainda não sabe se Michel Temer terminará o ano na Presidência. Mesmo assim, os políticos já pensam no lance seguinte. Os movimentos dos últimos dias reforçam a sensação de que a eleição de 2018 está na rua.

A condenação de Lula obrigou todos os jogadores a moverem suas peças no tabuleiro da sucessão. Diante da ameaça de xeque-mate, o ex-presidente avançou os peões. Subiu num palanque na avenida Paulista e fez discurso de candidato.

Do outro lado da mesa, a jogada mais ensaiada é se apresentar como o anti-Lula. O prefeito João Doria e o deputado Jair Bolsonaro saíram na frente. Os dois usaram as redes sociais para divulgar vídeos comemorando a condenação do petista.

Eles disputam a preferência de quem foi às ruas de verde e amarelo pelo impeachment de Dilma Rousseff. Boa parte desse eleitorado está enojada com o que veio a seguir, mas ainda não se animou a voltar às ruas para protestar.

O governador Geraldo Alckmin tenta correr atrás do pupilo. Na sexta-feira, ele citou o bloqueio de R$ 9 milhões da previdência privada de Lula para atacar o ex-presidente. "O riquinho não sou eu", ironizou.

Na véspera, Lula havia debochado do tucano, seu rival na eleição de 2006. Em entrevista ao programa "Na Sala do Zé", do jornalista José Trajano, ele disse que o governador "parece que mamou até os 14 anos, empinou pipa na frente do ventilador".

Criador e criatura, Alckmin e Doria travam uma disputa cada vez menos discreta pela legenda do PSDB. O governador cercou as peças do prefeito ao propor a realização de prévias no partido. O movimento deixa Doria com duas alternativas incômodas: recuar ou ser tachado de infiel.

Na entrevista de quinta-feira, Lula antecipou outro lance. Indicou que pode lançar o ex-prefeito Fernando Haddad se for impedido de concorrer. "O Haddad pode ser uma personalidade importante se ele se dispuser a percorrer o Brasil", disse.

O esquema do PSB

TRAGÉDIA - O ex-governador e o jato de 8 milhões de dólares que caiu no litoral paulista durante a campanha 
Foto:Edson Silva/Folhapress

Thiago Bronzatto
Veja

Empresário revela que avião que matou o ex-governador Eduardo Campos tinha um amigo do presidenciável como proprietário oculto

Em meados de 2014, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, do PSB, começava a ganhar espaço na disputa eleitoral à medida que se desgarrava do PT e se apresentava como uma alternativa numa disputa polarizada entre tucanos e petistas.

A “terceira via” chamava a atenção dos brasileiros, sobretudo porque o PSB passava ao largo do escândalo de corrupção da Petrobras.

Mas a rota de Campos e de seu partido mudou radicalmente em agosto de 2014, quando o jatinho Cessna Citation 560, que transportava o candidato a presidente, caiu em Santos, no litoral paulista.

A tragédia ceifou a vida do ex-governador.

Pouco tempo depois, veio à tona uma pergunta que começou a tisnar a imagem de Campos e do partido: de quem era, afinal, o avião usado pelo candidato a presidente?

Após quase três anos de investigação da Polícia Federal, um delator resolveu por um ponto final no mistério: o proprietário oculto era Aldo Guedes Álvaro, amigo de Eduardo Campos, seu braço-direito e ex-assessor.